Glossário de angiotomografia de coronárias (CCTA)
Angiotomografia de coronárias segundo a SCCT 2026 e o CAD-RADS 2.0: definições, como se aplicam e como aparecem no mapa.
Este glossário reúne os termos necessários para interpretar uma angiotomografia de coronárias (angio-TC de coronárias, ATCC ou CCTA) e para usar o mapa do cctamap: a anatomia por segmentos, a placa, a estenose, a qualidade de imagem e as categorias e modificadores do CAD-RADS 2.0. Cada termo traz sua definição e a forma de aplicá-la na estação de trabalho; a maioria inclui também o erro mais frequente e um caso de exemplo que se abre no mapa com um clique.
As definições seguem o consenso da SCCT de 2026 e o CAD-RADS 2.0, com a seção, a tabela ou a página citadas em cada termo. A referência para a terminologia completa da TC cardíaca é o documento de terminologia padronizada da SCCT, atualizado em 2023. É material acadêmico e não substitui as diretrizes nem o julgamento clínico.
Índice alfabético
- Anastomose proximal e distal, e leito distal
- A anastomose proximal une o enxerto ao seu vaso de origem, e a distal, à coronária receptora.
- Anatomia de alto risco da artéria anômala
- São considerados de alto risco o trajeto interarterial, o segmento intramural, o orifício em fenda, o ângulo de origem agudo, o estreitamento proximal e a origem alta, porque se associam a isquemia.
- Aneurisma e ectasia coronariana
- Um aneurisma coronariano é um segmento com diâmetro maior que 1,5 vez o do segmento normal adjacente, que ocupa menos de 50% da extensão do vaso.
- Artefato de blooming (cálcio e stent)
- Pelo efeito de volume parcial dentro de cada voxel, a interface entre a luz e o cálcio ou o stent fica borrada.
- Artefato de desalinhamento (em degrau)
- Consiste em um deslocamento abrupto das estruturas no limite entre blocos adquiridos em batimentos diferentes, em geral por ritmo irregular ou por sincronização incorreta com o ECG.
- Artefato de movimento
- Surge quando há movimento cardíaco, respiratório ou corporal durante a aquisição e borra os contornos do vaso.
- Atribuição de uma lesão na junção de segmentos ou em uma bifurcação
- Quando uma lesão está na junção de dois segmentos, inclusive nas bifurcações, ela é atribuída ao segmento precedente, que é o mais proximal no sentido do fluxo.
- Baixa atenuação
- No CAD-RADS 2.0 e na SCCT 2026, uma placa não calcificada tem baixa atenuação, uma das características de alto risco, quando sua atenuação interna é menor que 30 UH.
- CAD-RADS 0 versus CAD-RADS 1
- Um exame é CAD-RADS 0 somente se não houver placa nem estenose.
- CAD-RADS 2 e CAD-RADS 3
- No CAD-RADS 2, a estenose máxima é discreta (25–49%) e a doença é não obstrutiva.
- CAD-RADS 4A versus 4B 4A · 4B
- O CAD-RADS 4A corresponde a uma estenose grave (70–99%) em um ou dois vasos.
- CAD-RADS 5 (oclusão total)
- O CAD-RADS 5 indica pelo menos uma oclusão total (100%).
- CAD-RADS na dor torácica estável
- Com CAD-RADS 0–2, não se sugerem outros exames cardíacos; com 3, considera-se um teste funcional; com 4A, também a coronariografia invasiva, que com 4B é recomendada.
- Calcificação puntiforme
- Na SCCT 2026, a calcificação puntiforme é um depósito de cálcio com menos de 3 mm de diâmetro dentro de uma placa.
- Calibre mínimo dos ramos avaliados ≥1,5 mm
- A diretriz pede avaliar todos os ramos com diâmetro de 1,5 mm ou mais quando o exame tem boa qualidade, e os de 2,0 mm ou mais quando a qualidade é padrão.
- Carga de placa (P1–P4) P1–P4
- No CAD-RADS 2.0, que este glossário segue, a carga de placa é a quantidade global de placa coronariana do paciente, independente do grau de estenose.
- Categoria CAD-RADS por paciente CAD-RADS
- O CAD-RADS 2.0 atribui uma única categoria a cada paciente.
- Circunflexa proximal e distal Cx (LCx) · segmentos 11 e 13
- A Cx proximal vai do fim do TCE até a origem da OM1.
- Coronária direita proximal, média e distal CD (RCA) · segmentos 1, 2 e 3
- A CD proximal vai do óstio até a metade da distância à margem aguda do ventrículo direito.
- Descendente anterior proximal, média e distal DA (LAD) · segmentos 6, 7 e 8
- A DA proximal vai do fim do TCE até o primeiro ramo septal grande.
- Descendente posterior e posterolateral, direita e esquerda R-PDA (4) · L-PDA (15) · R-PLB (16) · L-PLB (18)
- A descendente posterior (R-PDA, quando nasce da CD; L-PDA, quando nasce da Cx) percorre o sulco interventricular posterior.
- Descrição da estenose no laudo
- Cada estenose é descrita com a localização anatômica, o tipo de placa que a produz e o grau, expresso com termo e faixa.
- Diagonais D1 e D2 D1 (9) · D2 (10)
- As diagonais D1 e D2 são as duas de maior calibre que percorrem a parede anterolateral do ventrículo esquerdo.
- Diâmetro luminal de referência RLD
- É medido na luz de um segmento normal próximo à estenose, proximal ou distal, ou corresponde à média dos dois.
- Dominância coronariana (direita, esquerda e codominância)
- Na SCCT 2026, que este glossário segue, a dominância é definida pela origem da descendente posterior.
- Endurecimento do feixe
- Produz áreas ou faixas hipodensas junto ao metal, ao cálcio ou ao contraste denso, que podem simular placa não calcificada ou defeito de perfusão.
- Enxerto arterial (artéria torácica interna e artéria radial) ATIE (LIMA)
- O enxerto arterial usa uma artéria do próprio paciente como conduto.
- Enxerto venoso (veia safena) SVG
- O enxerto venoso é um segmento de veia safena magna usado como enxerto livre da aorta ascendente até a coronária.
- Escala de graduação da estenose 0–5
- A SCCT 2026 e o CAD-RADS 2.0 dividem a estenose por diâmetro em seis graus: 0%, mínima (1–24%), discreta (25–49%), moderada (50–69%), grave (70–99%) e oclusão total (100%).
- Escore de Agatston CAC
- Em cada lesão coronariana, a área de cálcio que supera o limiar de 130 UH é multiplicada por um fator de 1 a 4 segundo sua atenuação máxima.
- Escore de envolvimento segmentar SIS
- O SIS conta os segmentos coronarianos com placa, de qualquer composição e grau.
- Estenose e oclusão do enxerto
- A estenose de um enxerto é graduada como a de um vaso nativo e localizada na anastomose ou no corpo do enxerto.
- Estenose obstrutiva e não obstrutiva ≥50% · ≥70%
- No CAD-RADS 2.0, que este glossário segue, chama-se obstrutiva a estenose de 50% ou mais, e não obstrutiva a menor que isso.
- Estenose por diâmetro %DS
- Mede quanto o diâmetro da luz se reduz no ponto mais estreito em relação ao de um segmento normal de referência.
- Estenoses em série e doença difusa
- Em série, há duas ou mais estenoses do mesmo vaso separadas por luz normal; na doença difusa, a placa ocupa um trecho longo sem segmento normal próximo.
- Estimativa visual e medida quantitativa
- Na estimativa visual, o leitor atribui a faixa de estenose comparando a luz com a referência a olho nu.
- Excêntrica e concêntrica
- A placa excêntrica ocupa apenas parte da circunferência da parede, e a concêntrica, toda ela; nenhuma das duas indica o grau de estenose.
- Lesão, segmento e vaso
- A lesão é uma placa individual e pode ocupar vários segmentos; o segmento é a unidade do modelo de segmentos da SCCT, e o vaso, a artéria que eles formam.
- Marginais obtusas OM1 e OM2 OM1 (12) · OM2 (14)
- As marginais obtusas nascem da Cx e percorrem a parede lateral do ventrículo esquerdo.
- Marginal aguda MA (AM) · sem número
- A marginal aguda nasce da CD, entre o fim da CD média e a margem aguda do coração.
- Modelo de segmentos coronarianos da SCCT (18 segmentos)
- A SCCT adaptou o modelo de segmentos da AHA para a interpretação da angiotomografia de coronárias.
- Modificador E (exceções) E
- O modificador E sinaliza um achado coronariano não aterosclerótico.
- Modificador G G
- O G indica que há pelo menos um enxerto de revascularização miocárdica.
- Modificador I com CT-FFR I+ · I± · I−
- Com a CT-FFR, o modificador I é atribuído pelo valor específico da lesão, medido de 1 a 2 cm distalmente à estenose.
- Modificador I com perfusão miocárdica por TC CTP
- Na perfusão por TC, é I+ o defeito reversível ou maior no estresse do que no repouso.
- Modificador S S
- O S indica que há pelo menos um stent coronariano em qualquer parte da árvore coronariana.
- N como categoria e como modificador N
- O N assinala segmentos de 1,5 mm ou mais que não podem ser interpretados com confiança.
- Não avaliado, não avaliável e ausência demonstrada
- Não avaliado é o que não foi examinado; não avaliável, o que as imagens não permitem avaliar; e ausente, o que foi procurado com qualidade suficiente e não foi encontrado.
- Oclusão total 100%
- Uma oclusão total é um segmento coronariano sem nenhuma opacificação da luz, equivalente a uma estenose de 100%.
- Oclusão total intra-stent
- Há oclusão total intra-stent quando um trecho da luz do stent não apresenta contraste.
- Opacificação luminal insuficiente ou heterogênea
- Há opacificação insuficiente quando o contraste realça pouco a luz, por causa do tamanho corporal, de circulação lenta, da técnica de injeção ou de extravasamento.
- Ordem dos modificadores do CAD-RADS P · N · HRP · I · S · G · E
- O código do CAD-RADS 2.0 segue a ordem estenose, carga de placa e modificadores, separados por barras.
- Origem anômala de uma artéria coronária AAOCA · ALCAPA · ARCAPA
- Há origem anômala quando uma artéria coronária nasce fora de seu local habitual.
- Ostial e justaostial
- “Ostial” é usado quando a placa acomete o orifício de origem do vaso: o da CD ou o do TCE na aorta, ou o de um ramo no seu vaso de origem, como o da DA na bifurcação do TCE.
- Pérvio, sem estenose e sem placa
- “Pérvio” indica que a luz se opacifica; “sem estenose”, que ela não se estreita, ainda que haja placa, e “sem placa”, que a parede não tem placa.
- Placa calcificada
- Na SCCT 2026, que este glossário segue, uma placa é calcificada se a maior parte do seu volume tem atenuação maior que a da luz opacificada.
- Placa de alto risco HRP
- No CAD-RADS 2.0, uma placa é de alto risco se mostra claramente pelo menos duas das quatro características (baixa atenuação, remodelamento positivo, calcificação puntiforme e sinal do anel de guardanapo).
- Placa não calcificada
- Chama-se não calcificada a placa com atenuação menor que a da luz opacificada.
- Placa parcialmente calcificada
- Combina um componente calcificado e outro não calcificado.
- Ponte miocárdica
- Um segmento de uma artéria epicárdica percorre um túnel no interior do miocárdio, e a faixa muscular que o recobre é a ponte.
- Profundidade, extensão e compressão da ponte miocárdica
- A SCCT 2026 chama a ponte de profunda a partir de 2 mm de miocárdio, muito profunda a partir de 5 mm e longa a partir de 25 mm, e gradua a compressão sistólica com corte em 50%.
- Qualidade global do exame
- Como não há um padrão estabelecido, a SCCT 2026 recomenda classificar o exame como um todo com uma escala visual, por exemplo excelente, boa, média, regular, ruim ou não diagnóstica.
- Ramo intermédio RI · segmento 17
- O ramo intermédio nasce diretamente do tronco coronariano esquerdo, entre a descendente anterior (DA) e a circunflexa (Cx), quando o tronco se trifurca em vez de se bifurcar.
- Reestenose intra-stent RIS (ISR)
- Reestenose intra-stent é a redução da luz dentro do stent ou em suas bordas.
- Remodelamento positivo
- No CAD-RADS 2.0 e na SCCT 2026, há remodelamento positivo quando o diâmetro externo do vaso na placa supera em mais de 10% o de referência (índice de remodelamento maior que 1,1).
- Ruído de imagem
- Quando há poucos fótons, a imagem adquire textura granulosa, com estrias claras e escuras aleatórias.
- Segmento intramural
- O segmento intramural é a porção proximal da artéria anômala que corre no interior da parede da aorta antes de se separar dela.
- Segmento não avaliável (não diagnóstico)
- Um segmento com 1,5 mm de diâmetro ou mais é não avaliável quando um artefato impede sua interpretação com confiança.
- Segmento nativo revascularizado por enxerto
- Um segmento nativo está revascularizado por enxerto quando fica proximal à anastomose distal de um enxerto.
- Sinal do anel de guardanapo
- Esta característica de alto risco é reconhecida no corte transversal de uma placa não calcificada por um centro de baixa atenuação, em aparente contato com a luz, circundado por um anel de maior atenuação.
- Stent avaliável e não avaliável
- Um stent é avaliável quando sua luz é vista com clareza suficiente para graduar a reestenose.
- Trajeto da artéria anômala
- O trajeto indica por onde a artéria anômala cruza a base do coração.
- Tronco coronariano esquerdo TCE (LM) · segmento 5
- O tronco coronariano esquerdo é o segmento 5.
Referências
- Rajiah PS, Alkadhi H, Andreini D, Bullock-Palmer RP, Chinnaiyan K, Chow B, et al. Interpretation and reporting of coronary computed tomographic angiography (2026 update): an expert consensus document of the Society of Cardiovascular Computed Tomography (SCCT). J Cardiovasc Comput Tomogr. 2026. En prensa. doi:10.1016/j.jcct.2026.08.014 Las páginas citadas corresponden al PDF preliminar (journal pre-proof).
- Cury RC, Leipsic J, Abbara S, Achenbach S, Berman D, Bittencourt M, et al. CAD-RADS 2.0 - 2022 Coronary Artery Disease-Reporting and Data System: an expert consensus document of the SCCT, ACC, ACR and NASCI. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2022;16(6):536-57. doi:10.1016/j.jcct.2022.07.002
- Koweek L, Achenbach S, Berman DS, Carr JJ, Cury RC, Ghoshhajra B, et al. Standardized medical terminology for cardiac computed tomography 2023 update: an expert consensus document of the SCCT, AAPM, ACR, NASCI and RSNA. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2023;17(5):345-54. doi:10.1016/j.jcct.2023.06.002
- Narula J, Chandrashekhar Y, Ahmadi A, Abbara S, Berman DS, Blankstein R, et al. SCCT 2021 expert consensus document on coronary computed tomographic angiography: a report of the Society of Cardiovascular Computed Tomography. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2021;15(3):192-217. doi:10.1016/j.jcct.2020.11.001
- Neves PO, Andrade J, Monção H. Coronary artery calcium score: current status. Radiol Bras. 2017;50(3):182-9.
- Tamburino C, Tomasello SD, Capodanno D, Di Salvo ME, Marzà F, Galassi AR. Long-term follow-up after drug eluting stent implantation in left main trifurcations. EuroIntervention. 2009;5(4):432-7. doi:10.4244/eijv5i4a68
- Kovacevic M, Burzotta F, Elharty S, Besis G, Aurigemma C, Romagnoli E, et al. Left main trifurcation and its percutaneous treatment: what is known so far? Circ Cardiovasc Interv. 2021;14(3):e009872. doi:10.1161/CIRCINTERVENTIONS.120.009872
- Kim C, Park CH, Lee BY, et al. 2024 consensus statement on coronary stenosis and plaque evaluation in CT angiography from the Asian Society of Cardiovascular Imaging-Practical Tutorial (ASCI-PT). Korean J Radiol. 2024;25(4):331-42. doi:10.3348/kjr.2024.0112
Fontes das notas “Em outras fontes”
- Sianos G, Morel MA, Kappetein AP, et al. The SYNTAX Score: an angiographic tool grading the complexity of coronary artery disease. EuroIntervention. 2005;1(2):219-27.
- Leipsic J, Abbara S, Achenbach S, Cury R, Earls JP, Mancini GBJ, et al. SCCT guidelines for the interpretation and reporting of coronary CT angiography: a report of the Society of Cardiovascular Computed Tomography Guidelines Committee. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2014;8(5):342-58. doi:10.1016/j.jcct.2014.07.003
- Dąbrowski EJ, Kożuch M, Dobrzycki S. Left main coronary artery disease: current management and future perspectives. J Clin Med. 2022;11(19):5745. doi:10.3390/jcm11195745
- Halpern EJ. Clinical Cardiac CT: Anatomy and Function. 2.ª ed. Nueva York: Thieme; 2011.
- Medina A, Suárez de Lezo J, Pan M. Una clasificación simple de las lesiones coronarias en bifurcación. Rev Esp Cardiol. 2006;59(2):183. doi:10.1157/13084649
- IMAIOS e-Anatomy. Rama marginal derecha de la arteria coronaria derecha (ramus marginalis dexter).
- Cury RC, Abbara S, Achenbach S, et al. CAD-RADS: Coronary Artery Disease – Reporting and Data System. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2016;10(4):269-81. doi:10.1016/j.jcct.2016.04.005
- Nieman K, García-García HM, Hideo-Kajita A, et al. Standards for quantitative assessments by coronary computed tomography angiography (CCTA): an expert consensus document of the SCCT. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2024;18(5):429-43. doi:10.1016/j.jcct.2024.05.232
- Williams MC, Moss AJ, Dweck M, et al. Coronary artery plaque characteristics associated with adverse outcomes in the SCOT-HEART study. J Am Coll Cardiol. 2019;73(3):291-301. doi:10.1016/j.jacc.2018.10.066
- van Rosendael SE, Shiyovich A, Cardoso RN, Souza Freire CV, van Rosendael AR, Lin FY, et al. The role of cardiac computed tomography angiography in risk stratification for coronary artery disease. J Soc Cardiovasc Angiogr Interv. 2024;3(11):102230. doi:10.1016/j.jscai.2024.102230
- Yang S, Lee JM, Hoshino M, Murai T, Choi KH, Hwang D, et al. Prognostic implications of comprehensive whole vessel plaque quantification using coronary computed tomography angiography. JACC Asia. 2021;1(1):37-48. doi:10.1016/j.jacasi.2021.05.003
- Pozo E, Agudo-Quilez P, Rojas-González A, Alvarado T, Olivera MJ, Jiménez-Borreguero LJ, et al. Noninvasive diagnosis of vulnerable coronary plaque. World J Cardiol. 2016;8(9):520-33. doi:10.4330/wjc.v8.i9.520
- Bittencourt MS, Hulten E, Ghoshhajra B, et al. Prognostic value of nonobstructive and obstructive coronary artery disease detected by coronary computed tomography angiography to identify cardiovascular events. Circ Cardiovasc Imaging. 2014;7(2):282-91. doi:10.1161/CIRCIMAGING.113.001047
- Hecht HS, Blaha MJ, Kazerooni EA, et al. CAC-DRS: Coronary Artery Calcium Data and Reporting System. An expert consensus document of the Society of Cardiovascular Computed Tomography (SCCT). J Cardiovasc Comput Tomogr. 2018;12(3):185-91. doi:10.1016/j.jcct.2018.03.008
- Obisesan OH, Osei AD, Uddin SMI, Dzaye O, Blaha MJ. An update on coronary artery calcium interpretation at chest and cardiac CT. Radiol Cardiothorac Imaging. 2021;3(1):e200484. doi:10.1148/ryct.2021200484
- Raff GL, Abidov A, Achenbach S, et al. SCCT guidelines for the interpretation and reporting of coronary computed tomographic angiography. J Cardiovasc Comput Tomogr. 2009;3(2):122-36. doi:10.1016/j.jcct.2009.01.001
- Galassi AR, Vadalà G, Werner GS, et al. Evaluation and management of patients with coronary chronic total occlusions considered for revascularisation. A clinical consensus statement of the European Association of Percutaneous Cardiovascular Interventions (EAPCI) of the ESC, the European Association of Cardiovascular Imaging (EACVI) of the ESC, and the ESC Working Group on Cardiovascular Surgery. EuroIntervention. 2024;20(3):e174-84. doi:10.4244/EIJ-D-23-00749
- Lawton JS, Tamis-Holland JE, Bangalore S, et al. 2021 ACC/AHA/SCAI guideline for coronary artery revascularization: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice Guidelines. J Am Coll Cardiol. 2022;79(2):e21-e129. doi:10.1016/j.jacc.2021.09.006
- Koweek L, Achenbach S, Berman DS, et al. Standardized medical terminology for cardiac computed tomography 2023 update: an expert consensus document of the Society of Cardiovascular Computed Tomography (SCCT), American Association of Physicists in Medicine (AAPM), American College of Radiology (ACR), North American Society for Cardiovascular Imaging (NASCI), and Radiological Society of North America (RSNA). Radiol Cardiothorac Imaging. 2023;5(4):e230167. doi:10.1148/ryct.230167
- Abbara S, Blanke P, Maroules CD, et al. SCCT guidelines for the performance and acquisition of coronary computed tomographic angiography: a report of the Society of Cardiovascular Computed Tomography Guidelines Committee. Endorsed by the North American Society for Cardiovascular Imaging (NASCI). J Cardiovasc Comput Tomogr. 2016;10(6):435-49. doi:10.1016/j.jcct.2016.10.002
- Galassi AR, Werner GS, Boukhris M, et al. Percutaneous recanalisation of chronic total occlusions: 2019 consensus document from the EuroCTO Club. EuroIntervention. 2019;15(2):198-208. doi:10.4244/EIJ-D-18-00826
- Tonino PA, De Bruyne B, Pijls NH, et al. Fractional flow reserve versus angiography for guiding percutaneous coronary intervention. N Engl J Med. 2009;360(3):213-24. doi:10.1056/NEJMoa0807611
- Gulati M, Levy PD, Mukherjee D, et al. 2021 AHA/ACC/ASE/CHEST/SAEM/SCCT/SCMR Guideline for the Evaluation and Diagnosis of Chest Pain: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice Guidelines. Circulation. 2021;144(22):e368-e454. doi:10.1161/CIR.0000000000001029
- Taylor AJ, Cerqueira M, Hodgson JM, et al. ACCF/SCCT/ACR/AHA/ASE/ASNC/NASCI/SCAI/SCMR 2010 appropriate use criteria for cardiac computed tomography. J Am Coll Cardiol. 2010;56(22):1864-94. doi:10.1016/j.jacc.2010.07.005
- Mehran R, Dangas G, Abizaid AS, et al. Angiographic patterns of in-stent restenosis: classification and implications for long-term outcome. Circulation. 1999;100(18):1872-8. doi:10.1161/01.cir.100.18.1872
- IMAIOS. Internal thoracic artery (Arteria thoracica interna). e-Anatomy [Internet]. Montpellier: IMAIOS [consultado 26 sep 2026]. Disponible en: https://www.imaios.com/en/e-anatomy/anatomical-structures/internal-thoracic-artery-1553667652
- Taggart DP, Altman DG, Gray AM, et al. Randomized Trial of Bilateral versus Single Internal-Thoracic-Artery Grafts. N Engl J Med. 2016;375(26):2540-9. doi:10.1056/NEJMoa1610021
- Chen SS, Prasad SK. Long saphenous vein and its anatomical variations. Australas J Ultrasound Med. 2009;12(1):28-31. doi:10.1002/j.2205-0140.2009.tb00004.x
- Tector AJ, Schmahl TM, Canino VR, et al. The role of the sequential internal mammary artery graft in coronary surgery. Circulation. 1984;70(3 Pt 2):I222-5.
- FitzGibbon GM, Burton JR, Leach AJ. Coronary bypass graft fate: angiographic grading of 1400 consecutive grafts early after operation and of 1132 after one year. Circulation. 1978;57(6):1070-4. doi:10.1161/01.cir.57.6.1070
- Noble J, Bourassa MG, Petitclerc R, et al. Myocardial bridging and milking effect of the left anterior descending coronary artery: normal variant or obstruction? Am J Cardiol. 1976;37(7):993-9. doi:10.1016/0002-9149(76)90414-8
- Xu T, You W, Wu Z, et al. Retrospective analysis of OCT on MB characteristics and 1-year follow-up of the ISR incidence after the DES implantation in patients with MB. Sci Rep. 2022;12(1):534. doi:10.1038/s41598-021-04579-9
- Baumgartner H, De Backer J, Babu-Narayan SV, et al. 2020 ESC Guidelines for the management of adult congenital heart disease. Eur Heart J. 2021;42(6):563-645. doi:10.1093/eurheartj/ehaa554
- Genoud A, Portugal I, Murith N, et al. Coronary artery anomalies revisited: description of the types, pathophysiology and treatment options based on latest guidelines. J Clin Med. 2026;15(13):4959. doi:10.3390/jcm15134959
- Evangelista M, Ferrero P, D'Aiello AF, et al. Coronary artery anomalies: what are they? when to suspect? how to treat?—a narrative review. Transl Pediatr. 2024;13(7):1242-57. doi:10.21037/tp-24-30
- Karatoprak NB, Karatoprak S, Şahin Ö. Coronary artery origin anomalies on coronary CT angiography: a single-center tertiary-care cohort. J Clin Pract Res. 2026;48(2):137-44. doi:10.14744/cpr.2026.27967
- Ganga KP, Goyal A, Ojha V, et al. Prevalence rates of congenital coronary anomalies and coronary variations in adult Indian population using dual-source computed tomography coronary angiography: analysis of regional distribution of coronary anomalies and the need for standardized reporting formats. Indian J Radiol Imaging. 2021;31(1):138-49. doi:10.1055/s-0041-1730135